As alterações que se vão verificando
no mundo de hoje, têm dimensões únicas. Tal como Carmo (1999) refere “o Futuro
entra cada vez mais depressa no Presente sem pedir licença, daí resultando um
processo de mudança acelerada”. O saber hoje, não engloba apenas os aspetos do
conhecimento científico e técnico, as aprendizagens fundamentais contemplam
também a aquisição de instrumentos de compreensão (aprender a aprender), o modo
como agir sobre o meio envolvente, a participação ativa e a
cooperação/solidariedade.
O conceito educação tem vindo a
tornar-se complexo, devido às rápidas e profundas transformações sociais,
económicas e culturais que têm marcado a evolução das sociedades contemporâneas
desde a segunda metade do séc. XX. Estas transformações exercem uma forte
pressão sobre os sistemas educativos e justificam as políticas educativas e os
processos de reforma que se têm implementado. Importa conceber a educação como
um todo e como “ (…) educação ao longo da vida (…) que é a chave que abre as
portas do século XXI (…) é a condição para um domínio mais perfeito dos ritmos
e dos tempos da pessoa humana.” (UNESCO, 2003)
Os conhecimentos que fomos
adquirindo ao longo da vida começam a tornar-se desadequados aos papéis que
vamos desempenhando. O avanço das novas tecnologias desenvolve o «analfabetismo
funcional» se não for intervencionado a tempo. Hoje a escola tem de se adaptar
a todas as mudanças e repensar as suas políticas de intervenção, no que
respeita à formação permanente e
contínua de toda a comunidade.
A função social da Escola também se tem modificado ao
longo dos anos. Longe vão os tempos da escola vista somente como local de
aquisição de conhecimentos teóricos e técnicos que formavam para a vida. A escola
é também responsável pela promoção do
desenvolvimento do cidadão e educa para a cidadania. Esta educação
compreende um conjunto de práticas e atividades cuja finalidade é tornar os
cidadãos melhor preparados para participar ativamente na vida democrática,
através da assunção e do exercício dos seus direitos e responsabilidades
sociais.
Outro aspeto importante são as
aprendizagens não formais que segundo Canário 2008) “importa salientar (…) pois estão na base dos atuais
processos de reconhecimento, validação e certificação de adquiridos
experienciais, essenciais para a qualificação da população portuguesa”.[1] Reconhecer a importância dos processos
não formais de aprendizagem não significa negar a pertinência da escola nem de
situações e práticas de ensino. Implica reconhecer que o ensino escolar é
apenas um meio, entre outros, de propiciar aprendizagens em que ninguém se pode
substituir ao sujeito que aprende. É assim importante
a formação permanente, formação continua
alargada aos adultos ativos ou não, para que não se sintam
discriminados/marginalizados e para que possam responder às novas necessidades
da sociedade.
A diversidade é outro conceito que
não podemos desligar da escola de hoje. Diversidade pode significar variedade,
diferença e multiplicidade. A diferença é
qualidade do que é diferente; o que distingue uma coisa de outra, a falta de
igualdade ou de semelhança, neste sentido, podemos afirmar que onde há
diversidade existe diferença. Todos somos diferentes e a escola tem
obrigatoriamente de encarar essas diferenças. O ensino de hoje tem de se
adaptar às novas exigências da diversidade.
É cada vez mais comum encontrarmos nas nossas salas de aula, alunos de diferentes origens., com uma cultura e língua materna que não a nossa. As novas políticas educativas, defendem uma educação que atende às diferenças individuais, e não exclui ninguém da escola:
É cada vez mais comum encontrarmos nas nossas salas de aula, alunos de diferentes origens., com uma cultura e língua materna que não a nossa. As novas políticas educativas, defendem uma educação que atende às diferenças individuais, e não exclui ninguém da escola:
-o direito à educação
de todos os indivíduos;
-a igualdade de
oportunidades para as pessoas com deficiência
-a promoção do acesso à
educação para todos.
Sendo um processo contínuo, a
formação, não se esgota numa aprendizagem única, nem numa determinada altura da
vida. Ela deve ser feita continuamente de acordo com a evolução da sociedade e
a necessidade de atualizar e aprofundar conhecimentos.
Carmo,
H.(1999), A actualidade do desenvolvimento comunitário como estratégia de
intervenção. Lisboa, ISPA


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