domingo, 30 de novembro de 2014

Finalizando o tema II...

Os sistemas educativos não respondem aos paradigmas da sociedade do conhecimento, segundo Alvin e Heidi Toffler continuam a estar formatados para a sociedade industrial, que já não existe . Bil Gates referiu já que os sistemas educativos precisam de ser substituídos pois não vêem o futuro.
Os sistemas educativos europeus têm-se preocupado em fazer as reformas que mais se adequam a esta nova sociedade pois o contexto educativo não pode dissociar-se da complexa realidade em que se integra nem dos atores que dela fazem parte. Tem havido a preocupação em se alargar a escolaridade obrigatória, de se diversificar os percursos formativos e de se prolongar a formação. A par de uma formação inicial cria-se agora a ideia de uma formação contínua e atualizada com vista a fazer face às mudanças e inovações.
As politicas educativas comuns do Conselho da Europa, em 2006 definiram as 8 competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida : comunicação na língua materna; comunicação em línguas estrangeiras; competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia; competência digital; aprender a aprender; competências sociais e cívicas; espírito de iniciativa e empresarial; sensibilidade e expressão culturais.
Estas competências vão ao encontro da sociedade atual promovendo: o desenvolvimento pessoal e a inclusão, a preparação para a aprendizagem ao longo da vida; a equidade na educação; a preparação de cidadãos ativos e interventores que participem de forma democrática na sociedade civil e estejam preparados para enfrentar a complexidade e as mudanças cada vez mais aceleradas.
Exige-se assim que os sistemas educativos promovam todas estas competências pois a sociedade do conhecimento “é uma sociedade de aprendizagem. O sucesso económico e uma cultura de inovação contínua dependem da capacidade dos trabalhadores para continuarem a aprender por si próprios e uns com os outros. Uma economia baseada no conhecimento não funciona no poder das máquinas, mas sim no dos cérebros - no poder de pensar de aprender , de inovar” (Hargreaves,2003,p.37).
  As tecnologias têm agora um papel fundamental na “reconfiguração dos processos de ensino-aprendizagem”( Monteiro & Moreira(2013,p.33). Os recursos tecnológicos permitem que mais pessoas tenham acesso à informação e a modalidade de blended-learning é uma “estratégia dinâmica” que alia os processos tecnológicos aos processos sociais e de ensino. Esta modalidade consegue promover a “autonomia, cooperação e interação social e o desenvolvimento de comunidades de aprendizagem”(idem, p.35).

Bibliografia:
Hargreaves,A. ( 2003). O ensino na sociedade do conhecimento. Porto. Porto Editora.
Monteiro et al (2003) Blended -learning em contexto educativo - perspetivas teóricas e práticas de investigação. Santo Tirso: De Facto editores;

sábado, 29 de novembro de 2014

Uma nova metodologia de ensino-aprendizagem: o blended-learning






As exigências da sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem requerem da educação e dos sistemas de ensino público um melhor e mais eficaz desempenho.São assim necessários “sistemas mais flexíveis, com maior diversidade de cursos, e com possibilidade de transferência entre diversas categorias de ensino ou, então, entre a experiência profissional e o retomar da formação” (Delors et al.,1996 p.17), uma vez que a sociedade de hoje se rege pela dinâmica da "mutabilidade, flexibilidade e adaptabilidade"( Gaspar, 2005,p.356).



Emergem do contexto evolutivo dos sistemas educativos novas modalidades de ensino, assentes na partilha, colaboração e utilização das novas tecnologias. Nas novas modalidades de ensino salientamos o b-learning, pois segundo a perspetiva de Moran (2005,p. 74), "ensinar e aprender hoje não se limita ao trabalho dentro de uma sala. Implica o que fazemos fora dela, o presencial e o virtual, organizar ações de pesquisa e de comunicação que possibilitem continuar aprender em ambientes virtuais, acendendo a páginas da internet e pesquisando textos".
Parece-nos que existe uma certa confusão entre os conceitos e-learning e b-learning. No e-learning, o material escrito é substituído por material digital multimédia. As etapas de ensino são pré-programadas e divididas em tópicos, utilizando-se diversos recursos como o e-mail, textos e imagens digitalizadas, chats, fóruns, links, vídeos, entre outros. O b-learning é uma modalidade que combina duas realidades, a do ensino presencial com a do ensino virtual e que conjuga "diferentes abordagens de ensino, a interação de diversos recursos tecnológicos e a adoção dos diferentes espaços de vidano processo de ensino-aprendizagem" Monteiro et al., 2013,p.34).
Consideramo-la como uma metodologia flexível que se adapta as novos contextos educativos, uma vez que "permite que o docente em cada situação concreta possa propor adaptações mais vantajosas para os seus discentes"(Monteiro et al., 2013,p.19).
Esta modalidade combina para além dos meios tecnológicos, novas abordagens pedagógica dos conteúdos e novas formas de se proporem e desenvolverem tarefas e atividades. Os recursos tecnológicos utilizados devem ser diversificados mas não se pode esquecer a componente social e de ensino.
Os conceitos de comunicação síncrona e assíncrona são também diferentes do e-learning , aqui continua a calendarização desses momentos enquanto no b-learning todos podem ter momentos síncronos à mesma hora e com a mesma definição de tarefas. Mais importante do que o tempo presencial ou virtual são as atividades que ocorrem em cada um dos ambientes e a forma como cada um se apropria e transforma o seu conhecimento.
            Sabemos que o recurso às várias ferramentas que hoje estão disponíveis não são por si um fator de motivação, temos sim de as adequar ao conteúdo, aos aprendentes/formandos, aos objetivos… Motivar nos dias de hoje passa pelo «desafio» de resolver situações - problema e o ter espirito critico. Para motivar precisamos de diversificar as estratégias como forma também de conseguirmos chegar a todos, pois os ritmos e formas de aprendizagem não são os mesmos. Como fazer para motivar e «facilitar» com as novas tecnologias? 1)-conceber atividades e tarefas com base nos materiais fornecidos e relacionados com as competências a desenvolver; 2)-desenvolver materiais flexíveis e reutilizáveis, centrados no estudante e que o levem a resolver as tarefas e a desenvolver o espirito crítico; 3)-promover a interação e a reflexão individual ou em grupo e 4)- dar o feedback das atividades. A modalidade b-learning consegue tudo isto.
Bibliografia:
Delors J.,(1996) ,Educação um tesouro a descobrir -Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, Edições ASA, Porto.
Gaspar M.I.,(2005) Sistemas Educativos : Princípios orientadores, Lisboa, Universidade Aberta.
Monteiro et al (2003) Blended -learning em contexto educativo - perspetivas teóricas e práticas de investigação. Santo Tirso: De Facto editores;
Moran,J.M. (2005)A Pedagogia e a Didática da educação online (pp-67-93) in Silva &Silva (org.) Educação, Aprendizagem e tecnologia: um paradigma para professores do século XXI. Lisboa: APGC e Edições Silabo

Modelos de organização dos Sistemas Educativos

Os sistemas educativos europeus desenvolvem-se em modelos organizativos diferenciados. Considera Benedito (2007) dois modelos de organização divergentes: os modelos centralizados, com maior ou menor grau de desconcentração e os descentralizados. Para este autor o nível de tomada de decisão e o grau de participação nas decisões dos atores educativos, é que distingue estes dois tipos de modelos organizativos:
- o modelo é centralizado é considerado sempre que as”decisões mais importantes em matéria de educação está nas mãos dos serviços centrais do Ministério da Educação”. Neste modelo poderá existir a desconcentração (Formosinho 1986) quando se estende “o poder central poder central sem o transferir para outras instâncias, criando estruturas intermédias que aplicam as orientações” (Benedito, 2007, pp.57-58).
-o modelo é descentralizado é aquele em que sempre se faz a transferência de poder para outras identidades:” o Estado deixa de exercer um poder hierárquico para passar a exercer um poder de tutela” (idem, p.61). São transferidas competências da administração central para “agentes que dependem não do governo, mas de órgãos que tiram a sua autoridade do facto de representarem uma parte da população” (Gournay, 1978, p. 157 apud Benedito, 2007,p.62).

Analisando estes modelos organizativos não temos duvidas que o sistema educativo português é centralizado - desconcentrado. O MEC decide toda a matéria educativa, deixando para as escolas pouca margem de decisão nos aspetos administrativos e avaliativos e dando poder de decisão nos aspetos de organização do currículo. A descentralização dos sistemas educativos europeus é visível somente num pequeno número de países como os países escandinavos, a Bélgica, Holanda e Reino Unido.


Benedito, N. (2007) Modelos de organização dos sistemas educativos, in Centralização de Sistemas Educativos e Autonomia dos atores Organizacionais. Processos coletivos de interpretação das orientações centrais. (Tese de Doutoramento) pp-50-97.Braga. Universidade do Minho

Os Sistemas Educativos Europeus

No quadro da conjuntura política, económica e cultura dos dias de hoje impõe-se que os sistemas educativos se reestruturem ou melhor se reconfigurem. Não podemos continuar a conceber sistemas educativos que não integram todos os alunos, que ainda estão ligados ao pressuposto de emprego para a vida, que são limitados pelo controle de um Estado que hoje não consegue responder a todos os problemas. Temos de procurar desenvolver uma formação integral, pessoal e social de cariz democrático integrando as minorias , sem deixarmos de lado a identidade nacional de cada sistema
Exige-se que as escolas se direcionem para uma educação e formação que tenha em conta as mudanças imprevisíveis da sociedade atual.
Compreendemos que as mudanças em educação têm sido lentas e os países europeus têm tido a preocupação de se ajustarem às necessidades atuais, de se modernizarem. Um aspeto a salientar é a importância que se tem dado aos cursos de cariz mais técnico e profissional e ao alargamento da escolaridade obrigatória, de nove para doze anos cujo exemplo o nosso país é exemplo. Apesar dos problemas afetarem todos os países europeus, nota-se que não há uma uniformidade nos sistemas educativos/nas tipologias de escolas na Europa. Vaniscotte (2001) citado por Ramos (2011,p. 33) distingue quatro tipologias de escolas que caracterizam os quatro sistemas educativos europeus:
ü  Escola única (Dinamarca, Finlândia e Suécia);
ü  Escola polivalente (Reino Unido);
ü  Escola com ensino diferenciado (Alemanha, Austria, Béligica, Luxemburgo e Países Baixos)
ü  Escola tronco comum (França, Grécia, Itália e Portugal).
Consideramos que as tipologias apresentadas nasceram do modo como se sente a educação e o ensino, na visão e importância que é dada ao modo de se preparar o aluno para a vida ativa.
O mesmo autor, Vaniscotte (2001) distingue “duas conceções de pensar o ensino: uma visão global e integrada e outra visão diferenciada (idem,p. 32). Sobre o modo como preparar os alunos para o futuro (vida ativa): na primeira visão a formação inicial é o fulcral para o desenvolvimento do aluno, e a sua orientação vocacional deverá ser realizada no final da escolaridade obrigatória enquanto na visão do”ensino diferenciado, entende-se que a orientação profissional terá vantagens para a inserção profissional futura” (idem, pp. 32-33).

            No quadro europeu retomamos o exemplo da Grécia antiga em que encontrávamos já dois sistemas educativos diferentes:

R

Ramos, C.(2011), Os sistemas educativos da União Europeia.Para uma leitura do espaço europeu da educação.Lisboa.Universidade Aberta.

domingo, 9 de novembro de 2014

A Sociedade da Informação e do Conhecimento


Se ao longo da História o poder esteve nas mãos de quem tinha mais armas, hoje o poder está na  tecnologia , na informação e no conhecimento.

Sobre o tema em questão partilho um video, muito interessante, com uma visão global da evolução das ideias e do poder da tecnologia e da imagem.A informação em primeira mão




 e o link de uma comunicação , com alguns anos, mas de certa forma (ainda) atual com a realidade educacional portuguesa.

http://www.bocc.ubi.pt/pag/escola-joaquim-ensinar-aprender-sociedade-conhecimento.pdf



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Evolução e mudança na educação - formação e educação permanente

            As alterações que se vão verificando no mundo de hoje, têm dimensões únicas. Tal como Carmo (1999) refere “o Futuro entra cada vez mais depressa no Presente sem pedir licença, daí resultando um processo de mudança acelerada”. O saber hoje, não engloba apenas os aspetos do conhecimento científico e técnico, as aprendizagens fundamentais contemplam também a aquisição de instrumentos de compreensão (aprender a aprender), o modo como agir sobre o meio envolvente, a participação ativa e a cooperação/solidariedade.
            O conceito educação tem vindo a tornar-se complexo, devido às rápidas e profundas transformações sociais, económicas e culturais que têm marcado a evolução das sociedades contemporâneas desde a segunda metade do séc. XX. Estas transformações exercem uma forte pressão sobre os sistemas educativos e justificam as políticas educativas e os processos de reforma que se têm implementado. Importa conceber a educação como um todo e como “ (…) educação ao longo da vida (…) que é a chave que abre as portas do século XXI (…) é a condição para um domínio mais perfeito dos ritmos e dos tempos da pessoa humana.” (UNESCO, 2003)
           Os conhecimentos que fomos adquirindo ao longo da vida começam a tornar-se desadequados aos papéis que vamos desempenhando. O avanço das novas tecnologias desenvolve o «analfabetismo funcional» se não for intervencionado a tempo. Hoje a escola tem de se adaptar a todas as mudanças e repensar as suas políticas de intervenção, no que respeita à formação permanente e contínua de toda a comunidade.
           A função social da Escola também se tem modificado ao longo dos anos. Longe vão os tempos da escola vista somente como local de aquisição de conhecimentos teóricos e técnicos que formavam para a vida. A escola é também responsável pela promoção do desenvolvimento do cidadão e educa para a cidadania. Esta educação compreende um conjunto de práticas e atividades cuja finalidade é tornar os cidadãos melhor preparados para participar ativamente na vida democrática, através da assunção e do exercício dos seus direitos e responsabilidades sociais.
        Outro aspeto importante são as aprendizagens não formais que segundo Canário 2008) “importa salientar (…) pois estão na base dos atuais processos de reconhecimento, validação e certificação de adquiridos experienciais, essenciais para a qualificação da população portuguesa”.[1] Reconhecer a importância dos processos não formais de aprendizagem não significa negar a pertinência da escola nem de situações e práticas de ensino. Implica reconhecer que o ensino escolar é apenas um meio, entre outros, de propiciar aprendizagens em que ninguém se pode substituir ao sujeito que aprende. É assim importante a formação permanente, formação continua alargada aos adultos ativos ou não, para que não se sintam discriminados/marginalizados e para que possam responder às novas necessidades da sociedade.
           A diversidade é outro conceito que não podemos desligar da escola de hoje. Diversidade pode significar variedade, diferença e multiplicidade. A diferença é qualidade do que é diferente; o que distingue uma coisa de outra, a falta de igualdade ou de semelhança, neste sentido, podemos afirmar que onde há diversidade existe diferença. Todos somos diferentes e a escola tem obrigatoriamente de encarar essas diferenças. O ensino de hoje tem de se adaptar às novas exigências da diversidade.
É cada vez mais comum encontrarmos nas nossas salas de aula, alunos de diferentes origens., com uma cultura e língua materna que não a nossa. As novas políticas educativas, defendem uma educação que atende às diferenças individuais, e não exclui ninguém da escola:
-o direito à educação de todos os indivíduos;
-a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência
-a promoção do acesso à educação para todos.
Sendo um processo contínuo, a formação, não se esgota numa aprendizagem única, nem numa determinada altura da vida. Ela deve ser feita continuamente de acordo com a evolução da sociedade e a necessidade de atualizar e aprofundar conhecimentos.

Carmo, H.(1999), A actualidade do desenvolvimento comunitário como estratégia de intervenção. Lisboa, ISPA




[1] Artigo do Professor Rui Canário, Aprender sem ser ensinado in Revista Noesis, nº67.

Evolução dos Sistemas Educativos

Os sistemas educativos são considerados como um produto moderno que se afirmaram depois da 2ª guerra mundial. Até esta data a educação era elitista e considerada como um "instrumento privilegiado para a preservação e afirmação da identidade nacional e transmissão de valores cívicos e éticos"( Ramos, 2011,p. 53).
            Nos anos 50 o papel da educação esteve intrinsecamente ligado à economia pois satisfazia as necessidades económicas, levando à habilitação de profissionais qualificados com vista ao desenvolvimento social.
            Na década de 60, o crescimento dos sistemas educativos está associado à ascensão das classes médias. A educação é agora o melhor investimento que os pais podem deixar aos filhos, uma vez que a obtenção de um diploma correspondia a um emprego para a vida, sendo sinónimo de obtenção de cargos com visibilidade social.
            Os anos 70 fizeram emergir a democratização do ensino. Ainda ligada à ordem económica a educação " era considerada fator de igualdade entre as nações associada à perspetiva de reduzir a desigualdade entre países" ( idem, p. 55).
            Politicamente, até aos anos 80 a educação andou de mãos dadas com a economia. Os sistemas educativos promoviam o crescimento e desenvolvimento económico apostando-se na escolarização e qualificação dos jovens, "exigia-se que as escolas fossem instrumentos ao serviço da economia nacional e do sucesso individual"(ibidem) .
            Atualmente os sistemas educativos implicam uma adaptação aos novos tempos. Sendo a sociedade de hoje caracterizada pela: terciarização, desenvolvimento das tecnologias, consumismo, inclusão entre outras, requer uma "adaptação da educação nos planos conceptual, pedagógico, gestionário e administrativo" (Ramos, s/d, p.11).Para nos inserirmos nas tendências evolutivas da sociedade contemporânea, temos de integrar na educação as dimensões do "ser, do formar-se, do transformar-se, do decidir, do intervir e do viver e conviver com os outros "(Leite, 2001).


Leite, c. (2001) Reorganização curricular do ensino básico - problemas, oportunidades e desafios;
Ramos, M.C.,(s/d), Tendências evolutivas das Sociedades contemporâneas

Ramos, M. C.(2011) Os sistemas educativos da União Europeia - para uma leitura do espaço europeu da educação. Lisboa. Universidade Aberta

À volta do(s) conceito(s): Sistema e Sistema Educativo


            Os conceitos são sempre difíceis de definir pois o contexto em que se inserem podem dar-lhes significados diferentes. Etimologicamente a palavra "sistema" vem grego sustêma, que significa conjunto coerente, conjunto este que agrega um conjunto de elementos e de relações dinâmicas entre si e com determinado objetivo/finalidade.
     Ao procurarmos o significado deste conceito num dicionário de Língua Portuguesa[1], encontramos :conjunto de elementos concretos ou abstratos intelectualmente organizados; conjunto organizado de ideias e ou elementos.
Para Ramos (2007.p. 1), "sistema é um conjunto de elementos em interação dinâmica organizados em função de um fim". Se existe uma interrelação entre os elementos de um sistema tal como diz Saussure é" uma totalidade organizada".

Segundo Ramos (2011) o conceito de sistema educativo nem sempre é devidamente definido. Consideramos que dele fazem parte uma estrutura e uma função cuja finalidade abrange" modalidades formais e não formais de educação e formação em contextos escolares e extraescolares" (Ramos,2011,p.14).
            Não esquecemos que este conceito engloba uma dimensão conceptual sobre princípios que traduzem a visão politica da educação e uma dimensão politico -administrativa em torno da qual se organizae desenvolve como prestação de um serviço publico. Sistema educativo é " um articulado de ideias sobre princípios e finalidades da educação (idem,p.15), é "um conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação" (Lei de Bases).
            Com as mudanças da pós modernidade, caracterizada pela complexidade, diversidade, tecnologia, conhecimento e informação, a educação hoje, não pode ser dissociada da formação, utilizando-se agora o termo de " sistema de educação e formação".




[1] do Dicionário de Português Atual (2011),2º volume, Circulo de leitores: Lisboa, página 2144
Ramos, M. C.(2011) Os sistemas educativos da União Europeia - para uma leitura do espaço europeu da educação. Lisboa. Universidade Aberta