No
quadro da conjuntura política, económica e cultura dos dias de hoje impõe-se
que os sistemas educativos se reestruturem ou melhor se reconfigurem. Não
podemos continuar a conceber sistemas educativos que não integram todos os
alunos, que ainda estão ligados ao pressuposto de emprego para a vida, que são
limitados pelo controle de um Estado que hoje não consegue responder a todos os
problemas. Temos de procurar desenvolver uma formação integral, pessoal e
social de cariz democrático integrando as minorias , sem deixarmos de lado a
identidade nacional de cada sistema
Exige-se
que as escolas se direcionem para uma educação e formação que tenha em conta as
mudanças imprevisíveis da sociedade atual.
Compreendemos
que as mudanças em educação têm sido lentas e os países europeus têm tido a
preocupação de se ajustarem às necessidades atuais, de se modernizarem. Um
aspeto a salientar é a importância que se tem dado aos cursos de cariz mais
técnico e profissional e ao alargamento da escolaridade obrigatória, de nove
para doze anos cujo exemplo o nosso país é exemplo. Apesar dos problemas
afetarem todos os países europeus, nota-se que não há uma uniformidade nos
sistemas educativos/nas tipologias de escolas na Europa. Vaniscotte (2001) citado
por Ramos (2011,p. 33) distingue quatro tipologias de escolas que caracterizam
os quatro sistemas educativos europeus:
ü Escola única
(Dinamarca, Finlândia e Suécia);
ü Escola polivalente
(Reino Unido);
ü Escola com ensino diferenciado
(Alemanha, Austria, Béligica, Luxemburgo e Países Baixos)
ü Escola tronco comum
(França, Grécia, Itália e Portugal).
Consideramos
que as tipologias apresentadas nasceram do modo como se sente a educação e o
ensino, na visão e importância que é dada ao modo de se preparar o aluno para a
vida ativa.
O
mesmo autor, Vaniscotte (2001) distingue “duas conceções de pensar o ensino:
uma visão global e integrada e outra visão diferenciada (idem,p. 32). Sobre o
modo como preparar os alunos para o futuro (vida ativa): na primeira visão a
formação inicial é o fulcral para o desenvolvimento do aluno, e a sua
orientação vocacional deverá ser realizada no final da escolaridade obrigatória
enquanto na visão do”ensino diferenciado, entende-se que a orientação
profissional terá vantagens para a inserção profissional futura” (idem, pp.
32-33).
No quadro europeu retomamos o exemplo
da Grécia antiga em que encontrávamos já dois sistemas educativos diferentes:
R
Ramos, C.(2011), Os sistemas educativos da União Europeia.Para uma leitura do espaço europeu da educação.Lisboa.Universidade Aberta.
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