sábado, 29 de novembro de 2014

Os Sistemas Educativos Europeus

No quadro da conjuntura política, económica e cultura dos dias de hoje impõe-se que os sistemas educativos se reestruturem ou melhor se reconfigurem. Não podemos continuar a conceber sistemas educativos que não integram todos os alunos, que ainda estão ligados ao pressuposto de emprego para a vida, que são limitados pelo controle de um Estado que hoje não consegue responder a todos os problemas. Temos de procurar desenvolver uma formação integral, pessoal e social de cariz democrático integrando as minorias , sem deixarmos de lado a identidade nacional de cada sistema
Exige-se que as escolas se direcionem para uma educação e formação que tenha em conta as mudanças imprevisíveis da sociedade atual.
Compreendemos que as mudanças em educação têm sido lentas e os países europeus têm tido a preocupação de se ajustarem às necessidades atuais, de se modernizarem. Um aspeto a salientar é a importância que se tem dado aos cursos de cariz mais técnico e profissional e ao alargamento da escolaridade obrigatória, de nove para doze anos cujo exemplo o nosso país é exemplo. Apesar dos problemas afetarem todos os países europeus, nota-se que não há uma uniformidade nos sistemas educativos/nas tipologias de escolas na Europa. Vaniscotte (2001) citado por Ramos (2011,p. 33) distingue quatro tipologias de escolas que caracterizam os quatro sistemas educativos europeus:
ü  Escola única (Dinamarca, Finlândia e Suécia);
ü  Escola polivalente (Reino Unido);
ü  Escola com ensino diferenciado (Alemanha, Austria, Béligica, Luxemburgo e Países Baixos)
ü  Escola tronco comum (França, Grécia, Itália e Portugal).
Consideramos que as tipologias apresentadas nasceram do modo como se sente a educação e o ensino, na visão e importância que é dada ao modo de se preparar o aluno para a vida ativa.
O mesmo autor, Vaniscotte (2001) distingue “duas conceções de pensar o ensino: uma visão global e integrada e outra visão diferenciada (idem,p. 32). Sobre o modo como preparar os alunos para o futuro (vida ativa): na primeira visão a formação inicial é o fulcral para o desenvolvimento do aluno, e a sua orientação vocacional deverá ser realizada no final da escolaridade obrigatória enquanto na visão do”ensino diferenciado, entende-se que a orientação profissional terá vantagens para a inserção profissional futura” (idem, pp. 32-33).

            No quadro europeu retomamos o exemplo da Grécia antiga em que encontrávamos já dois sistemas educativos diferentes:

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Ramos, C.(2011), Os sistemas educativos da União Europeia.Para uma leitura do espaço europeu da educação.Lisboa.Universidade Aberta.

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