Os sistemas educativos não respondem aos
paradigmas da sociedade do conhecimento, segundo Alvin e Heidi Toffler
continuam a estar formatados para a sociedade industrial, que já não existe .
Bil Gates referiu já que os sistemas educativos precisam de ser substituídos
pois não vêem o futuro.
Os sistemas educativos europeus têm-se
preocupado em fazer as reformas que mais se adequam a esta nova sociedade pois
o contexto educativo não pode dissociar-se da complexa realidade em que se
integra nem dos atores que dela fazem parte. Tem havido a preocupação em se
alargar a escolaridade obrigatória, de se diversificar os percursos formativos
e de se prolongar a formação. A par de uma formação inicial cria-se agora a
ideia de uma formação contínua e atualizada com vista a fazer face às mudanças
e inovações.
As politicas educativas comuns do
Conselho da Europa, em 2006 definiram as 8 competências essenciais para a
aprendizagem ao longo da vida : comunicação na língua materna; comunicação em
línguas estrangeiras; competência matemática e competências básicas em ciências
e tecnologia; competência digital; aprender a aprender; competências sociais e
cívicas; espírito de iniciativa e empresarial; sensibilidade e expressão
culturais.
Estas competências vão ao encontro da
sociedade atual promovendo: o desenvolvimento pessoal e a inclusão, a
preparação para a aprendizagem ao longo da vida; a equidade na educação; a
preparação de cidadãos ativos e interventores que participem de forma democrática
na sociedade civil e estejam preparados para enfrentar a complexidade e as
mudanças cada vez mais aceleradas.
Exige-se assim que os sistemas
educativos promovam todas estas competências pois a sociedade do conhecimento
“é uma sociedade de aprendizagem. O sucesso económico e uma cultura de inovação
contínua dependem da capacidade dos trabalhadores para continuarem a aprender
por si próprios e uns com os outros. Uma economia baseada no conhecimento não
funciona no poder das máquinas, mas sim no dos cérebros - no poder de pensar de
aprender , de inovar” (Hargreaves,2003,p.37).
As tecnologias têm agora um papel
fundamental na “reconfiguração dos processos de ensino-aprendizagem”( Monteiro
& Moreira(2013,p.33). Os recursos tecnológicos permitem que mais pessoas
tenham acesso à informação e a modalidade de blended-learning é uma
“estratégia dinâmica” que alia os processos tecnológicos aos processos sociais
e de ensino. Esta modalidade consegue promover a “autonomia, cooperação e
interação social e o desenvolvimento de comunidades de aprendizagem”(idem,
p.35).
Bibliografia:
Hargreaves,A.
( 2003). O ensino na sociedade do conhecimento. Porto. Porto Editora.
Monteiro
et al (2003) Blended -learning em contexto educativo - perspetivas
teóricas e práticas de investigação. Santo Tirso: De Facto editores;
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