As
exigências da sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem
requerem da educação e dos sistemas de ensino público um melhor e mais eficaz desempenho.São assim necessários “sistemas
mais flexíveis, com maior diversidade de cursos, e com possibilidade de
transferência entre diversas categorias de ensino ou, então, entre a
experiência profissional e o retomar da formação” (Delors et al.,1996 p.17), uma vez que
a sociedade de hoje se rege pela dinâmica da "mutabilidade, flexibilidade
e adaptabilidade"( Gaspar, 2005,p.356).
Emergem do contexto
evolutivo dos sistemas educativos novas modalidades de ensino, assentes na
partilha, colaboração e utilização das novas tecnologias. Nas novas modalidades
de ensino salientamos o b-learning,
pois segundo a perspetiva de Moran (2005,p. 74), "ensinar e aprender hoje
não se limita ao trabalho dentro de uma sala. Implica o que fazemos fora dela,
o presencial e o virtual, organizar ações de pesquisa e de comunicação que
possibilitem continuar aprender em ambientes virtuais, acendendo a páginas da
internet e pesquisando textos".
Parece-nos que existe
uma certa confusão entre os conceitos e-learning
e b-learning. No e-learning, o material escrito é substituído por material digital
multimédia. As etapas de ensino são pré-programadas e divididas em tópicos,
utilizando-se diversos recursos como o e-mail,
textos e imagens digitalizadas, chats,
fóruns, links, vídeos, entre outros. O b-learning é uma modalidade que combina
duas realidades, a do ensino presencial com a do ensino virtual e que conjuga
"diferentes abordagens de ensino, a interação de diversos recursos
tecnológicos e a adoção dos diferentes espaços de vidano processo de
ensino-aprendizagem" Monteiro et al.,
2013,p.34).
Consideramo-la como uma
metodologia flexível que se adapta as novos contextos educativos, uma vez que
"permite que o docente em cada situação concreta possa propor adaptações
mais vantajosas para os seus discentes"(Monteiro et al., 2013,p.19).
Esta modalidade combina
para além dos meios tecnológicos, novas abordagens pedagógica dos conteúdos e
novas formas de se proporem e desenvolverem tarefas e atividades. Os recursos
tecnológicos utilizados devem ser diversificados mas não se pode esquecer a componente social e de ensino.
Os conceitos de
comunicação síncrona e assíncrona são também diferentes do e-learning , aqui continua a calendarização desses momentos
enquanto no b-learning todos podem
ter momentos síncronos à mesma hora e com a mesma definição de tarefas. Mais
importante do que o tempo presencial ou virtual são as atividades que ocorrem
em cada um dos ambientes e a forma como cada um se apropria e transforma o seu
conhecimento.
Sabemos que o recurso às várias
ferramentas que hoje estão disponíveis não são por si um fator de motivação,
temos sim de as adequar ao
conteúdo, aos aprendentes/formandos, aos objetivos… Motivar nos dias de hoje
passa pelo «desafio» de resolver situações - problema e o ter espirito critico.
Para motivar precisamos de diversificar as estratégias como forma também de
conseguirmos chegar a todos, pois os ritmos e formas de aprendizagem não são os
mesmos. Como fazer para motivar e «facilitar» com as novas tecnologias? 1)-conceber
atividades e tarefas com base nos materiais fornecidos e relacionados com as
competências a desenvolver; 2)-desenvolver materiais flexíveis e reutilizáveis,
centrados no estudante e que o levem a resolver as tarefas e a desenvolver o
espirito crítico; 3)-promover a interação e a reflexão individual ou em grupo e
4)- dar o feedback das atividades. A modalidade b-learning consegue tudo isto.
Bibliografia:
Delors
J.,(1996) ,Educação um tesouro a descobrir -Relatório para a UNESCO da Comissão
Internacional sobre Educação para o século XXI, Edições ASA, Porto.
Gaspar
M.I.,(2005) Sistemas Educativos : Princípios orientadores, Lisboa,
Universidade Aberta.
Monteiro
et al (2003) Blended -learning em contexto educativo - perspetivas
teóricas e práticas de investigação. Santo Tirso: De Facto editores;
Moran,J.M.
(2005)A Pedagogia e a Didática da educação online (pp-67-93) in Silva
&Silva (org.) Educação, Aprendizagem e tecnologia: um paradigma para
professores do século XXI. Lisboa: APGC e Edições Silabo
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