terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Políticas Educativas e Inclusão

O tema permitiu-nos rever a declaração de Salamanca ...e refletir sobre a escola inclusiva.

A declaração de Salamanca defende uma «Educação para Todos», motivada pela necessidade e urgência de garantir a educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais, no quadro do sistema regular de educação. Esta Declaração consagra um conjunto de princípios, que refletem as novas políticas educativas, de uma educação que atende às diferenças individuais, e não exclui ninguém da escola:
·                    o direito à educação de todos os indivíduos;
·                    a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência
·       a promoção do acesso à educação para as pessoas que apresentem Necessidades Educativas Especiais (NEE) e que até agora não tiveram oportunidade.
Estes princípios levam a que os sistemas educativos de cada país procurem adaptar as suas escolas para que tenham as condições necessárias para dar as respostas educativas adequadas às necessidades de cada indivíduo e, não somente, aos portadores de deficiência.Pretende-se assim, pôr em prática na escola, uma pedagogia diferenciada capaz de atender a todos os alunos.
A Escola torna-se assim Inclusiva, e esta é uma das conquistas do século XX. As escolas inclusivas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras” (introdução ponto 3) onde se incluem: crianças com deficiência ou sobredotadas, crianças de rua ou crianças que trabalham; crianças de populações remotas ou nómadas; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.
As Escolas Inclusivas devem: proporcionar programas educativos tendo em vista a vasta diversidade das características e necessidades de cada criança; adotar uma pedagogia centrada no aluno, capaz de ir ao encontro das suas necessidades, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, adequando também os instrumentos e elementos de avaliação; adequar/adaptar currículos, diversificar estratégias pedagógicas, utilizar recursos apropriados e cooperar com as respetivas comunidades; não esquecer a alfabetização, o ensino superior e o desenvolvimento da formação profissional para os adultos; usufruírem de condições financeiras que possibilitem a aquisição de meios tecnológicos apropriados /adequadas a todos os que frequentem a escola.
Quanto aos gestores destas escolas têm a seu cargo função de poderem flexibilizar procedimentos e currículos, diversificar percursos pedagógicos, promover a eficiência e combater as atitudes discriminatórias e desenvolver a participação dos pais.
            O documento defende ainda a formação especializada dos professores/educadores e “para além disso, reconhece-se, cada vez mais, a importância do recrutamento de professores com deficiência que possam servir de modelo para as crianças deficientes”
A ajudar as escolas têm de estar, na retaguarda uma série de apoios muito importantes – os apoios externos da comunidade (serviços sociais e de psicologia, instituições , a comunidade , os pais…
A declaração aponta ainda as áreas prioritárias da integração: a educação pré-escolar (a integração deve ser feita o mais cedo possivel, para se prevenir o agravamento de condições incapacitantes), a preparação para a vida activa(para os alunos mais velhos há a necessidade de os preparar para a vida social)a educação das raparigas( fruto da discriminação que existe em alguns paises) e a educação dos adultos, diagnosticando as necessidades para o prosseguimento dos estudos superiores ou para a formação para a vida activa , com programas especificos de formação profissional.
A construção de uma sociedade democrática e de uma cidadania participativa impõe o respeito pela diferença e a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

Termino com uma frase de Andy Warhol: Dizem sempre que o tempo muda as coisas, mas na realidade somos nós próprios quem tem de as mudar.

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