O tema permitiu-nos rever a declaração de Salamanca ...e refletir sobre a escola inclusiva.
A declaração de Salamanca defende uma «Educação para
Todos», motivada pela necessidade e urgência de garantir a educação para as
crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais, no quadro do sistema
regular de educação. Esta Declaração consagra um conjunto de princípios,
que refletem as novas políticas educativas, de uma educação que atende às
diferenças individuais, e não exclui ninguém da escola:
·
o direito à educação de todos os
indivíduos;
·
a igualdade de oportunidades para as
pessoas com deficiência
· a promoção do acesso à educação para as
pessoas que apresentem Necessidades Educativas Especiais (NEE) e que até agora
não tiveram oportunidade.
Estes princípios levam a que os sistemas educativos de cada país procurem
adaptar as suas escolas para que tenham as condições necessárias para dar as
respostas educativas adequadas às necessidades de cada indivíduo e, não
somente, aos portadores de deficiência.Pretende-se assim, pôr em prática na escola,
uma pedagogia diferenciada capaz de atender a todos os alunos.
A Escola torna-se assim Inclusiva, e esta é uma das
conquistas do século XX. As escolas inclusivas devem ajustar-se a todas as
crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas
ou outras” (introdução ponto 3) onde se incluem: crianças com deficiência ou
sobredotadas, crianças de rua ou crianças que trabalham; crianças de populações
remotas ou nómadas; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e
crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.
As Escolas Inclusivas devem:
proporcionar
programas educativos tendo em vista a vasta diversidade das características e
necessidades de cada criança; adotar uma pedagogia centrada no aluno, capaz de
ir ao encontro das suas necessidades, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem,
adequando também os instrumentos e elementos de avaliação; adequar/adaptar
currículos, diversificar estratégias pedagógicas, utilizar recursos apropriados e cooperar com as respetivas comunidades;
não esquecer a alfabetização, o ensino superior e o
desenvolvimento da formação profissional para os adultos; usufruírem de
condições financeiras que possibilitem a aquisição de meios tecnológicos
apropriados /adequadas a todos os que frequentem a escola.
Quanto aos gestores destas escolas têm a seu cargo
função de poderem flexibilizar
procedimentos e currículos, diversificar percursos pedagógicos, promover
a eficiência e combater
as atitudes discriminatórias e desenvolver
a participação dos pais.
O documento defende ainda a formação
especializada dos professores/educadores e “para além disso,
reconhece-se, cada vez mais, a importância do recrutamento de professores com
deficiência que possam servir de modelo para as crianças deficientes”
A ajudar as escolas têm
de estar, na retaguarda uma série de apoios muito importantes – os apoios
externos da comunidade (serviços sociais e de psicologia, instituições , a
comunidade , os pais…
A declaração aponta ainda as áreas
prioritárias da integração: a educação pré-escolar (a integração deve ser
feita o mais cedo possivel, para se prevenir o agravamento de condições
incapacitantes), a preparação para a vida activa(para os alunos mais velhos há a
necessidade de os preparar para a vida social)a educação das raparigas( fruto
da discriminação que existe em alguns paises) e a educação dos adultos,
diagnosticando as necessidades para o prosseguimento dos estudos superiores ou
para a formação para a vida activa , com programas especificos de formação
profissional.
A construção de uma
sociedade democrática e de uma cidadania participativa impõe o respeito pela
diferença e a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.
Termino com uma frase
de Andy Warhol: Dizem sempre que o
tempo muda as coisas, mas na realidade somos nós próprios quem tem de as mudar.
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