Como
qualquer conceito é polissémico:
Terssac
(2003,p.3 citado por Almeida, 2005,p.3) refere que o conceito normativamente é
usado para " designar o ajustamento, em conformidade com uma regra
(...)";
Para
Diebolt (2001,p.10) citado por Barroso (2005,p.65) o conceito é entendido como
"o conjunto de mecanismos que asseguram o desenvolvimento dum determinado
sistema, através de um processo complexo de reprodução e transformação. Neste
sentido, a regulação postula que a transformação de um sistema é a condição
indispensável à manutenção da sua existência e coerência" e "(…)
permite compreender como e porquê um conjunto de elementos, de ações ou
indivíduos se organizam no seio de uma entidade global com fim de prosseguir
uma certa finalidade"(in Almeida, 2005, p. 5);
Barroso
(2005, p. 63) sustenta que o "termo regulação está associado, em Portugal,
ao objetivo de consagrar, simbolicamente, um outro estatuto à intervenção do
Estado na condução das políticas públicas";
Na
sociologia das organizações " a regulação é a resultante da articulação
(ou da transacção) entre uma ou várias regulações de controlo e processos
‘horizontais` de produção de normas de organização" aqui com o sentido
" de processo social de produção de «regras do jogo» permitindo resolver
problemas de interdependência e de coordenação"(Maroy &
Dupriez,2000,p. 76, apud Barroso, 2005,p.66);
Bauby
(2002, p.15,apud Barroso, 2005, p.66), "reportando-se aos sistemas
sociais, define regulação como: modos de ajustamento permanentes de uma
pluralidade de ações e seus efeitos que permitem assegurar o equilíbrio
dinâmico de sistemas instáveis (…) resulta do facto de que as regras não podem
prever tudo e por isso devem ser interpretadas, postas em causa (numa adaptação
perpétua em função das situações e dos objetivos). A regulação de um grupo
social corresponde assim, às interações entre os interesses particulares de
cada componente do grupo e o interesse comum ou geral do mesmo"
Almeida, A.
P. (2005).Os fluxos escolares dos alunos como analisador dos modos de
regulação local do Sistema Educativo. Lisboa: FPCE (Dissertação de
Mestrado); disponível em
http://elearning.uab.pt/mod/resource/view.php?id=127604;consultada em janeiro
de 2015;
Barroso, J.
(2005). Políticas Educativas e Organização Escolar. Lisboa: Universidade
Aberta.
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